"É mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora..."
[ac]
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
bobagem que me faz amar.
essa noite dividi a cama com meu irmão. me identifiquei com qualquer garota de 8, 9 anos naquela fase em que tudo é motivo para uma gargalhada. estávamos conversando. nossos rostos no mesmo travesseiro. virei para o outro lado e começei a falar. falar sobre coisas sem o menor sentindo. o único som que laio emitia eram alguns suspiros. senti algo tocar minha bochecha. dei um sorriso torto imaginando que fosse sua mão me fazendo carinho. percebi logo depois que eram os dedos de seu pé. laio já estava de ponta-cabeça na cama tirando um cochilo. aaaa. esse é meu irmão. a minha vida.
COISA BOA DEMAIS!!!!
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COISA BOA DEMAIS!!!!
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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
inaceitável.
tenho consciência das minhas necesidades e não preciso que me digam o que fazer para que as coisas funcionem bem. conselhos são sempre bem-vindos, até o ponto em que não interferem diretamente nas minhas ações. super proteção acaba com o humor de qualquer um e é ridículo ver e aceitar que a minha vida esteja sendo manipulada por mãos desconhecidas e diferentes das minhas. não tenho motivo algum para concordar com essa hipocrisia.
fracas tempestades não formam bons marinheiros.
fracas tempestades não formam bons marinheiros.
vontade.
leveza. tranquilidade. ansiedade. vontade. necessidade. impaciência. saudade. vontade. necessidade. vontade... sorrisos. olhares. mãos. lábios. embriagues. olhares. ah, os olhares. o desejo. a concretização. os dias, o dia. a hora. será? será. ah, e a vontade! a vontade que domina e cega. preciso. desejo. saudade. vontade. vontade. vontade.
depois de tudo.
lutei para afastar qualquer lembrança sua, pois doía lembrar que finalmente eu havia entendido que você era mesmo pior do que todos haviam alertado. e a dor nos meus olhos era totalmente visível. era como se uma das coisas que mais me atormentava em pesadelos obscuros tivesse se tornado realidade. por quase uma noite inteira consegui me enganar, pensando que tudo tinha sido um mal entendido, mas quando seus olhos cruzaram os meus e se mostraram tão indiferentes a minha dor, simplismente abaixei a cabeça e fui para casa sem olhar para trás. e talvez seja isso que vá acontecer de agora em diante: desviar os olhos, como se desvia de um desconhecido que não significa nada pra você e ir para casa. mas tenha certeza de que hoje não estou chorando. provavelmente não sobraram lágrimas depois de tudo.
claridade. paz. serenidade.
e agora. deitada nessa cama. com meia branca nos pés. cabelo amarrado e camisola azul bebê me sinto tranquila. pela primeira vez depois de todas essas incertezas. pela primeira vez com a mais pura sinceridade me sinto sintonizada. acabei de sair do banho e nas minhas costas ainda restam gotas d'água. gotas essas que me oferecem uma sensação de leveza profundamente agradável. é bom sentir-se bem consigo mesma. é bom saber que tudo caminha para frente sem cesar. uma claridade extensa se forma dentro de mim e espero continuar tendo essa luz interna durante muito tempo. pra ser sincera o escuro nunca me agradou. é disso que eu precisava. claridade. paz. serenidade.
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